segunda-feira, 22 de maio de 2017

«CHARLESVILLE»


Paquete que desfraldou, inicialmente, bandeira da Bélgica. Foi construído em Hoboken (arrabaldes de Antuérpia) pelos estaleiros navais de John Cockerill. Serviu durante uma dezena de anos na linha Amtuérpia-Matadi (no antigo Congo Belga). O «Charlesville» era um navio com 10 901 toneladas de arqueação bruta, que media 153,66 metros de longitude por 19,60 metros de boca.  A sua propulsão era assegurada por máquinas diesel, que desenvolviam 7 200 cv; força que lhe proporcionava uma velocidade de cruzeiro de 16 nós. A sua tripulação comportava 140 elementos, inteiramente colocados ao serviço dos 248 passageiros que o «Charlesville» podia acolher nos confortáveis camarotes de bordo. Não era raro que este paquete da Compagnie Maritime Belge (pertencente a uma classe que compreendia, igualmente, os navios «Elisabethville», «Léopoldville», «Baudoinville» e «Albertville») prolongasse o seu itinerário até ao porto angolano do Lobito, transportando, frequentemente, passageiros portugueses. Este paquete manteve-se na linha de África até 1960, quer dizer até meia dúzia de anos depois da independência do Congo; só sendo retirado do serviço devido à concorrência do transporte aéreo. Em Julho de 1967 foi adquirido por uma empresa estatal da extinta R. D. A. -a VEB Deutsche Seereederei, de Rostock- e colocado numa linha que ligava a chamada Alemanha de Leste a Cuba, ao México e às Antilhas (Baamas, Bermucas, Jamaica). Para além do frete e dos passageiros que então  transportava, o rebaptizado «Georg Bücchner» também formou, nesse tempo, 150 aprendizes de diferentes profissões ligadas à navegação. Em 1977, este navio foi imobilizado no referido porto de Rostock, onde funcionou, sucessivamente, instituto profissional, lugar de exposições marítimas, centro de emprego, navio-hotel, etc.. Posteriormente desactivado, o ex-paquete foi alvo das atenções de um grupo de nostálgicos de antigos navios (sedeado na Bélgica), que solicitou as autoridades do seu país para que o comprasse, visto haver abertura por parte dos seus proprietários de então. Mas o negócio nunca foi fechado e o navio foi enviado para um estaleiro de Klaipeda, na Lituânia, que se responsabilizou pelo seu desmantelamento. Puxado por dois rebocadores polacos, o antigo «Charlesville» nunca chegou, porém, ao seu destino, por se ter afundado no Báltico na noite de 30 para 31 de Maio de 2013. A sua carcaça repousa não muito longe do farol de Rozewska, situado ao norte do porto de Gdynia.

1 comentário:

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